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Sunday, March 31, 2013

"Alerta de laicidade nacional ameaçada"

  
  O meu post anterior foi sobre "O sequestro da iniciativa popular" [Guest post por Mauricio Oliveira]  onde se procurou alertar sobre o problema de a Comissão de Legislação Participativa agora também estar nas mãos de membros da Frente Parlamentar Evangélica. 

  Hoje quero ajudar a divulgar outro alerta do mesmo autor, desta vez postado no blog do Tsavkko:
Alerta de laicidade nacional ameaçada: Malafaia e a eleição na Assembleia de Deus


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"A CGADB administra atualmente enormes parques gráficos como a famosa CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus), além de jornais, revistas, emissoras de tevê e rádios, e claro todo o conteúdo ideológico disseminado por todos esses meios. Além disso é detentora de seminários para pastores, cursos, escolas, faculdades e hospitais. É ela também quem autoriza suas filiais, as Convenções Estaduais, a consagrar oficialmente os pastores da Assembleia de Deus."

"A influência da CGADB também se faz sentir em nossas vidas - e o pior, mesmo que não desejemos - através da política municipal, estadual e nacional, uma vez que a grande maioria dos membros da bancada evangélica no Congresso é formada por pastores ou membros da Assembleia de Deus (inclusive os detestados Marco Feliciano, João Campos, Silas Câmara e mais uns 30). Se em sua cidade não houver pelo menos 1 (um) vereador da Assembleia de Deus, considere-se um cidadão sortudo, pois sua cidade é exceção no país e contente-se por não ter que ver na câmara de vereadores (ou Assembleia Legislativa estadual) um político que certamente possui as mais conservadoras e fiéis credenciais da direita política."


"As eleições da CGADB costumam ser extremamente políticas e politizadas. E não se iluda achando que isso nada tem a ver com você. Só para exemplificar, na última eleição da CGADB o Silas Malafaia era candidato à presidência da CGADB. Tendo sido vencido pelo atual presidente José Wellington (o qual sempre criticou), saiu emputecido com a derrota nas urnas e rumou carregando consigo uma dezena de seguidores para fundar a própria denominação: Assembleia de Deus Vitória em Cristo. E no alto da qual agora age como rei e papa destilando seu ódio contra gays e o mundo moderno e secular que todo o Brasil estava decido a abraçar."

"O pastor Silas Malafaia desconjura a atual cúpula da CGADB, presidida por José Wellington, e também está apoiando um de seus melhores amigos, candidato à presidência da CGADB e crítico de José Wellington, o pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus de Belém, no Pará. Esta que é mais antiga Assembleia de Deus no Brasil (e provavelmente a maior) com cerca de 800 mil membros. A rede Boas Novas de rádio e TV (captada por parabólicas em todo país) pertence a Samuel Câmara e é administrada por sua família."

"O pastor Samuel Câmara possui a candura que se encaixa perfeitamente no imaginário de um coronel nordestino. Incontáveis igrejas Assembleias de Deus nas regiões Norte e Nordeste do país lhe prestam continência, pois foi ele (e seus antepassados da dinastia de pastores da família) que criaram, administram e ainda disseminam igrejas nestas duas regiões de maior percentagem de evangélicos no Brasil. O deputado do PSD pelo Amazonas Silas Câmara é irmão do pastor Samuel Câmara. Ele é um dos principais membros da bancada evangélica no congresso e um dos maiores entraves à política que visa defender os direitos humanos e as minorias."
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[Acesse o Blog do Tsavkko para ler tudo]

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Links relacionados:

http://www.youtube.com/watch?v=m0SQfHsUSuc
http://www.youtube.com/watch?v=1ljVs5sma0E

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Monday, February 11, 2013

A cortina de fumaça de Silas Malafaia

Na minha postagem anterior eu apontei para onde de fato o discurso de Silas Malafaia leva. É um discurso de ódio que infunde pavor na mente daqueles que não tem elementos suficientes para lidar com esse discurso de forma crítica e cética. Ele promove a desunião das famílias na medida em que as induz a rejeitar e maltratar os seus próprio filhos e filhas homossexuais. Mas sem um propósito seria um discurso vazio, mesmo que muito destrutivo. Ontem uma amiga e aluna (obrigada, Jaqueline!) me passou uma postagem de Rogério Beier que dá uma perspectiva mais ampla da questão:
- Silas Malafaia contra a laicização do Estado brasileiro
"Bertone Sousa, professor do curso de História da Universidade Federal do Tocantins, acaba de escrever um texto bastante interessante em seu blog sobre a entrevista de Silas Malafaia ao programa da Marília Gabriela, neste último domingo (03/02).

Em seu texto, Sousa faz inicialmente uma breve diferenciação entre Malafaia e os principais líderes e televangelistas brasileiros (Edir Macedo, R. R. Soares e Valdemiro Santiago), passa em seguida a falar de onde veio Silas Malafaia e para qual público ele fala, menciona suas alianças e estratégias para se diferenciar de outros líderes evangélicos com perfil semelhante ao seu (Estevam Hernandes e R. R. Soares), toca no assunto vital da necessidade dos holofotes estarem sempre voltados para si e, por isso, seu foco no discurso anti-homosexual como forma de ganhar projeção nacional, para finalmente falar de seu principal objetivo, isto é, “alcançar poder para intervir diretamente nas decisões políticas do país”.

Neste ponto ele insere o texto de Bertoni de Oliveira Souza, do qual vou postar apenas alguns trechos:
"Para ele, estar na mídia é uma questão de sobrevivência no ramo. Por isso ele precisava de algo que fizesse os holofotes estarem constantemente voltados para ele. E encontrou isso no discurso anti-homossexual. Comprando uma briga com o movimento LGBT (outro segmento que também ascendeu junto com os neopentecostais), Malafaia pretendia não apenas estar na mídia, mas fazer algo que nenhum outro líder protestante ainda conseguiu: unir os evangélicos em torno de um líder. E você apenas pode unir segmentos tão heterogêneos criando um inimigo, uma ameaça comum. Não importa que o inimigo seja imaginário, o importante é que as pessoas comprem a ideia. Nesse sentido, ele segue o exemplo de Pat Robertson nos Estados Unidos que, na década de 1960, criou a Maioria Moral (Moral Majority) para combater o feminismo, o divórcio, o aborto, o homossexualismo, a cultura secular."


"Malafaia usa o discurso contra o homossexualismo como plataforma para conseguir essa projeção em nível nacional entre os evangélicos. O objetivo vai além: alcançar poder para intervir diretamente nas decisões políticas do país, criando um grupo forte e coeso para fazer lobby junto ao Congresso, ao Senado e à própria presidência da República. A Igreja Católica sempre fez isso, mas nunca deram muita atenção. Suas idas a Brasília para discursar na Câmara ou na Esplanada dos Ministérios tem por objetivo criar essa ponte entre o público evangélico e o poder. Por isso ele tem criticado outros líderes religiosos por não o apoiarem em sua cruzada contra a legalização do casamento homossexual."


"Embora tenha conseguido avançar bastante em seus objetivos, Malafaia tem esbarrado na resistência dos evangélicos brasileiros de se unirem em torno de um líder. Por outro lado, à medida que ele e outros líderes protestantes avançam, ocupando vagas na Câmara junto à bancada evangélica e legislando em torno de princípios religiosos, a democracia e a laicidade do Estado tendem a perder com isso. A nova classe média brasileira é predominantemente desescolarizada e conservadora e tem sido interpelada por esses discursos a tornar-se militante de causas antisseculares. Após as eleições de 2010, esses líderes têm percebido a força de sua atuação junto a esses segmentos. A médio e longo prazo, as consequências sociais da ação de Malafaia e de outros líderes pentecostais no Brasil podem ser devastadoras. A junção de religião e política historicamente sempre foi uma ameaça às liberdades individuais e na jovem democracia brasileira é um fantasma que está sempre por perto."

 [Texto completo aqui:   "O que quer Silas Malafaia" ]
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 Também não podemos esquecer do livro
"A Estratégia" que ele traduziu, divulgou e distribuiu, e que é uma verdadeira "teoria de conspiração", atribuindo aos homossexuais a intenção de "dominar o mundo", algo muito similar ao que se fez com "Os Protocolos dos Sábios de Sião" (uma falsificação da polícia secreta russa) com relação aos judeus.
Vejam uma ótima refutação a esse livro feita por Sergio Viula.

 
O assunto foi abordado no site Eleições Hoje em  Por trás da cortina de fumaça homofóbica do Silas Malafaia :

 "Na edição Nº 84 referente ao mês de Maio/2012 da “Revista Fiel”, distribuída pela Editora Central Gospel que pertence à Associação Vitória em Cristo, o Pastor Silas Malafaia utiliza-se do seu habitual terrorismo psicológico para convencer os seus fiéis a pagarem a quantia de R$ 50 por um livro homofóbico e emprestarem tal livros para conhecidos e familiares.
Trata-se do livro “A Estratégia: O plano dos homossexuais para transformar a sociedade”, uma adaptação/tradução do livro “The Agenda”, do reverendo norte-americano Louis P. Sheldon."
"Assim como o reverendo Louis Sheldon que fazia sua cruzada homofóbica nos EUA e recebia “atrás das cortinas” dinheiro de corrupto, o que esconderá o Pastor Silas Malafaia atrás desta cortina de fumaça da sua cruzada homofóbica?"

[Leia Mais Em: http://www.eleicoeshoje.com.br/por-tras-da-cortina-de-fumaca-homofobica-do-silas-malafaia/#ixzz2Kalc0b9o  ]
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Saturday, February 9, 2013

O discurso de ódio


Nessa polêmica toda sobre a entrevista do Silas Malafaia pela Marília Gabriela e o video do Eli Vieira falou-se inclusive que não devia ser relevante se a homossexualidade tem ou não alguma contribuição da genética. O próprio Eli concordou com isso e fez uma declaração posteriormente dizendo isso, e mesmo durante o video ele fez questão de dizer que a sexualidade humana é complexa e não existe determinismo genético.

De fato eu mesma penso que, mesmo que a homossexualidade fosse um escolha consciente, ela não deveria ser considerada um problema. Porque seria? As pessoas também optam por práticas como o BDSM, voyeurismo, etc, e a maioria das pessoas não acha que essas pessoas devem ser condenadas e/ou discriminadas.

Então, deveria ser irrelevante. 

Deveria.

Mas porque não é irrelevante? Porque foi tão importante desmentir as alegações de que a homossexualidade é 'apenas' um comportamento, sem nenhuma origem genética ou biológica?

É importantíssimo porque essa alegação é parte integrante do discurso de ódio do pregador.

Esse discurso veio muito bem camuflado, mas está lá. No final da entrevista com Marília Gabriela ele diz, "O Diabo quer destruir a família." No final da entrevista ele disse a que veio. Vamos ver qual é a 'lógica' por trás disso:



- A homossexualidade não tem origem interna, natural.

- Portanto ela não tem respaldo para existir com algo que é inerente à pessoa. 

- Segue-se que a 'causa' da homossexualidade deve ser externa. 

- Esse suposto fator externo seria um abuso na infância, ou uma 'escolha' consciente.


Até aqui não seria problema, e a discussão poderia muito bem se encerrar neste ponto. O problema surge aqui:

- O fator externo da 'causa' da homossexualidade pode ser encontrado no mundo sobrenatural.

- A homossexualidade é condenável porque é um fator que contribui para a 'destruição' da família.

- Os homossexuais são na verdade induzidos a ser assim por uma 'tentação demoníaca' .

- Os homossexuais por consequência são 'instrumentos' do Diabo para destruir a família (e o mundo).


Percebe-se que a sequência do 'raciocínio' coloca os homossexuais em uma categoria altamente demonizada. Na mente daquelas pessoa que acreditam em tudo que esse pregador diz, os homossexuais são pessoas que devem ser temidas, e assim eles são tomados de medo e pavor diante de qualquer pessoa que saibam que é homossexual. Isso é muito perigoso.

O medo leva a um comportamento extremamente irracional, e ao ódio. No momento em que se consegue induzir um grupo grande de pessoas a odiar veementemente uma categoria, temos uma situação em que a violência eclode com muita facilidade. Isso porque sempre haverá alguma mente desquilibrada que acredita piamente que é justificado reagir de forma violenta para se 'defender'. O problema é que está se defendendo de um problema totalmente imaginário.


Desmontar os argumentos contidos no discurso de ódio do pregador, seja em que nível for, é essencial para expor esse discurso pelo que é, um simples discurso de ódio.


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Friday, February 8, 2013

Eli Vieira



Abro meu Facebook hoje e dou de cara com essa imagem hilária feita por Elano Oliveira.

Creio que ilustra muito bem o embate que vem sendo travado desde segunda-feira, quando o Eli postou o seu video contestando as afirmativas de Silas no campo da genética sobre a homossexualidade.




No momemento o video está com 1.130.911 de acessos.

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Monday, April 16, 2012

AVON: A nova tendência é o conservadorismo? [Por Marcelo Gerald]

 AVON: A nova tendência é o conservadorismo?

A Avon Brasil está no meio de uma polêmica que coloca em risco a imagem da marca de 125 anos no país. O motivo é o fato da empresa disponibilizar em seu catálogo mais de 400 títulos de livros de Silas Malafaia, pastor que mostra ter orgulho de ser o inimigo número um dos ativistas que lutam por direitos e pela igualdade de homossexuais no Brasil.
Segundo o pastor existe um plano do ativismo Gay para instaurar a “ditadura gay” (sic) no Brasil. A falácia é apoiada por parlamentares como Magno Malta e o atual ministro nomeado por Dilma, Marcelo Crivella.
 A polêmica acirrou depois que a editora do pastor trouxe para o Brasil o livro, “A estratégia: o plano dos homossexuais para transformar a sociedade’’. O livro escrito pelo pastor Louis Sheldon é uma proposta pseudo-científica contra a causa LGBT. A obra usa de charlatanismo e conclusões baratas para colocar a população contra homossexuais. Sheldon Chega ao desatino de incluir a homossexualidade como o maior dos problemas em bairros mais pobres. Esse é o tipo de absurdo que teocratas falam e parece que ninguém levará  a sério. Mas infelizmente sempre tem que leva. Aqui no Brasil, Crivella com discurso bem parecido com o de Malafaia foi nomeado ministro pela presidenta, tornando-se dessa forma mais influente no Planalto.
 No Brasil, embora a Constituição Federal não permita discursos e apologia a práticas que firam a dignidade humana, vem crescendo entre grupos conservadores a reivindicação por uma suposta liberdade absoluta de expressão, no caso a deles, pois todos que pensam diferente devem ser processados. Apesar de se orgulhar em ser inimigo número um do PLC122 e da causa Gay, hoje em seu programa, o pastor ameaçou processar quem o chama de homofóbico.
 O que a Avon ganha promovendo livros de um autor que dedica a maior parte de sua vida contra o direito de uma minoria?
 Se estivesse analisando programas de TVs eu diria que se ganha polêmica e provavelmente audiência, mas estou falando da imagem de uma marca e quando uma mulher compra batons, maquiagens ou produtos anti-idade ela compra junto esta imagem.
 Fica então a pergunta, que conceito a empresa terá vendendo maquiagem e apoiando alguém que se dedica a pregar contra uma minoria?
 Alguns podem dizer que tudo isso é bobagem, que protestar contra a  AVON seria radicalismo de ativistas, que ela apenas revende os livros do pastor, mas vamos imaginar que uma grande livraria colocasse como destaque em suas vitrines o livro de Adolf Hitler, Mein Kampf como grande sugestão de leitura. Alguém diria que isso é liberdade de expressão? Alguém ousaria dizer que essa livraria vende apenas o livro e que as opiniões escritas por Hitler não representam a filosofia da empresa? Pois é, quando a obra contra judeus foi escrita o autor estava apenas se expressando, o massacre que veio depois nós hoje conhecemos.
 O Brasil está em primeiro lugar do mundo em assassinatos de LGBTs e nem mesmo isso parece sensibilizar a Multinacional AVON, No exterior a empresa foi premiada por promover a igualdade. Parece que por aqui prefere focar no público conservador, mas será que associar maquiagem à dogmas religiosos é mesmo um bom negócio?
 O mercado de cosméticos é um dos que mais cresce no mundo e o Brasil é o segundo consumidor, um erro estratégico pode ser fatal pra permanência de uma marca no mercado. Mesmo que o livro citado não apareça no catálogo da AVON é estranho a empresa apoiar outra que promove este tipo de ideologia.
 Eu conversei com o maquiador Emanuel Silva, que trabalha com diversas marcas internacionais e é consultor estrela na AVON. Ele declarou:
 “Assim que soube que a Avon não pretendia retirar o livro de Silas Malafaia do catálogo, apesar de toda campanha anti-gay que ele vem fazendo publicamente, decidi que precisava me manifestar. Escrevi para a empresa demonstrando minha indignação e pedi cancelamento do meu cadastro. (…) é uma empresa que está no mercado há mais de 125 anos e sempre prezou pelo bom nome, mas enquanto isso não acontece, não cooperarei com a emrpesa.”
 Confira abaixo a resposta genérica que a AVON tem dado a vários ativistas:
 “A Avon tem como um de seus mais importantes pilares o respeito à diversidade, em todos os seus aspectos, e busca atender de forma ampla e democrática aos consumidores de mais de 100 países, oferecendo uma ampla variedade de cosméticos e outros produtos – entre eles os livros -, para atender à pluralidade de preferências, ideias e estilos de vida.
 No que se refere aos livros, oferecemos títulos já consagrados pelo público que espelhem essa diversidade, ainda mais forte em um país multicultural de dimensões continentais. Entendemos que não nos cabe questionar posicionamentos religiosos, políticos ou ideológicos dos autores dessas publicações, mas estamos sempre atentos a opiniões e pontos de vista como os seus, que serão considerados por nossa equipe para aperfeiçoar nossa seleção. Agradecemos por compartilhar sua opinião conosco.”
 Para ler o abaixo-assinado elaborado por ativistas LGBTs. Clique aqui.
A campanha não é contra a marca , mas sim um apelo para que a empresa reveja o seu catálogo

Abaixo-assinado AVON, não promova nem financie indivíduos que disseminam discursos discriminatórios

 http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N23354

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